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domingo, 31 de agosto de 2014

ΑΩ - Epístola de Paulo aos Efésios:

Quero tratar aqui em especial do capítulo 4 versículo 11. Um versículo que tem sido mal interpretado por alguns "estudiosos" e levado pessoas leigas a acreditarem de que se trata de "ministérios" e não de dons (o que de fato, Paulo quer tratar). O versículo em estudo diz o seguinte:

"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres" (Efésios 4:11).

O que comentarei aqui, estarei firmado e baseado em fontes seguras e sérias, de estudiosos que dedicaram e dedicam suas vidas à estudarem e analisarem a Bíblia. Quero começar com o Teólogo Judeu Messiânico: David H. Stern. Ele diz o seguinte em sua obra - Comentário Judaico do Novo Testamento: Esses são os dons de Yeshua para a Comunidade Messiânica. Devido à ambiguidade do grego aqui, algumas pessoas consideram os dois termos "pastores" e "mestres" como se referindo à mesma função: "pastores-mestres". Pastorear e ensinar são habilidades que se sobrepõem, no entanto são distintas. Emissários (apóstolos) fundavam congregações. Profetas falavam a palavra de Deus. Proclamadores das boas-novas (evangelistas) comunicam as boas-novas (Evangelho) de modo que as pessoas se voltem do pecado e aceitem o perdão de Deus por intermédio do Messias. Pastores prosseguem a partir desse ponto, ensinando e aconselhando os crentes novos e maduros para viverem a vida messiânica. Mestres comunicam e aplicam a verdade bíblica. Nenhum deve se orgulhar quanto a sua posição, mas sim preparar o povo de Deus
Fonte: "Comentário Judaico do Novo Testamento" - David H. Stern - Página: 637.

Podemos notar que o senhor Stern fala de DONS e não de MINISTÉRIOS.

Na Bíblia de Estudo Almeida, no seu comentário de rodapé, seus elaboradores tratam os "títulos" como enumeração de dons. Quem tem, confira na página 285.

Vamos analisar o que a Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal, fala a respeito:

Nossa unidade em Cristo não destrói nossa individualidade. O Espírito Santo concedeu a cada "cristão" DONS especiais para edificar a Igreja. Agora que já temos esses DONS, será essencial usá-los. Você está espiritualmente maduro para colocar em prática os DONS que Deus lhe deu? 

Este comentário está na página 1651. Se você tem essa Bíblia, confira!! 

Pois bem, agora vamos a um livro de pesquisas que analisa o Antigo e Novo Testamentos:

Os dons (verso 11 - tratando sobre Efésios 4) provêm do Cristo que ascendeu e são parte da promessa do Espírito Santo. Paulo omite alguns dons listados em outros textos e cita os relacionados mais diretamente à edificação da igreja. Em primeiro lugar, apóstolos, no sentido mais restrito, a autoridade permanente. Profetas: homens inspirados que revelam a verdade de Deus. Evangelistas: missionários pregadores, por meio de quem os homens se tornavam seguidores de Cristo. Pastores e mestres: em outros trechos, são chamados de anciãos e bispos, que zelavam pelos convertidos e pelo seu crescimento. Todos os pastores numa igreja local deveriam estar aptos para ensinar (alguns em particular e outros em público), como também para pastorear (1 Timóteo 5:17); mas havia também mestres na igreja que tinham uma missão mais itinerante do que os administradores (Romanos 12:7 - 1 Coríntios 12:27). Os três propósitos desses dons são preparar pessoas que vão fazer o serviço que vai edificar a igreja. O terceiro propósito, que é o propósito final, é o tema recorrente das carta (Efésios 1:23; 2:21; 3:19; 4:13-16; 5:27).
Fonte: "Comentário Bíblico NVI // Antigo e Novo Testamentos" - F.F. Bruce - Página: 1994. 

Como podemos ver, a Epístola de Paulo aos Efésios 4:11, trata de DONS e não de MINISTÉRIOS como alguns têm pregado. Uma coisa, é diferente da outra. Vejamos o que nos diz o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa acerca das duas palavras em questão: Dom e Ministério:     

dom 
substantivo masculino
1. Donativodádivabenefício.
2. Prendatalentodote natural.
3. Título honorífico que em Portugal se dava aos membros da família real e da antiga nobreza e a certas categorias religiosas.



mi·nis·té·ri·o 


substantivo masculino

1. Conjunto dos ministros que regem a nação.


2. Edifício onde estão as repartições de um ministro.


3. Secretaria de Estado.


4. Ofíciocargofunçãoserviço.


5. Ofício de cura de almas ou de ministro do Evangelho.

** Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

Notem que dom, é um presente, um benefício e ministério, é um cargo, um trabalho.

Quero chamar atenção sobre um comentário em resposta aos mórmons dos elaboradores do estudo sobre apóstolo e diácono na Bíblia Apologética de Estudo. Prestem atenção!!

Os mórmons afirmam que o sacerdócio é a chave para a restauração dos ofícios que existiam na igreja original. Entre esses supostos ofícios, estão: setenta patriarcas, sumo sacerdotes, élderes e diáconos. Perguntamos: "Onde podemos encontrar esta lista em todo o Novo Testamento?". Os mórmons querem restaurar algo que nunca existiu na Igreja primitiva. 
Se tomarmos a palavra apóstolo no sentido lato: "enviado", então todos os "crentes" são apóstolos e não somente alguns, porque a todos foi designada esta tarefa (Mateus 28:19).
Mas se tomarmos o sentido restrito, somente os doze apóstolos são oficiais, porque eles foram chamados PESSOALMENTE por Cristo.

Quanto ao cargo de diácono, é sabido que os mórmons contrariam não só a Bíblia, mas também os próprios ensinos de seus líderes, pois para ser diácono é necessário que o tal seja casado (1 Timóteo 3:12). Mas hoje os mórmons ordenam adolescentes a partir dos doze anos de idade a este cargo.

O plural da palavra "apóstolo" não quer dizer que deva existir em toda a história da Igreja apenas dois apóstolos como muitos têm ensinado por aí. Paulo está, neste texto bíblico, atestando o fato de que em sua época existiam com ele outros apóstolos (1 Coríntios 4:9; 9:5). Há por ventura, HOJE, um apóstolo com as mesmas credenciais de Paulo? Não!! O primeiro requisito para ser um apóstolo como Paulo (e os doze) era ter visto a Jesus Cristo (Atos 1:22; 1Co 9:1; 15:7-8).
Pergunto: "Os que se dizem apóstolos hoje, viram a Jesus Cristo?? Têm este requisito??



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ΑΩ - Um breve relato sobre a Maçonaria:

Embora seja difícil estabelecer uma data precisa para o início da Maçonaria, as associações de pedreiros que construíram as catedrais na Idade Média são consideradas seus antecedentes. A palavra francesa maçom significa "pedreiro"


Uma das Catedrais com influência maçônica construída na Idade Média
Catedral de Chartres/França.
Apesar de nem sempre ser classificada como religião, no mesmo sentido que as demais, porque aceita todas sem distinção, todavia, detém elementos religiosos que não lhe permitem uma classificação diferente. Possui noções sobre Deus, de ética. Tem templos. Realiza cerimônias e ritos com a mesma reverência das demais religiões. Utiliza livros sagrados, embora não tenha definição por nenhum. A classe de oficiantes se veste com roupas específicas para o cerimonial.

Degraus na Maçonaria
Chama Deus de GADU (identificado por um G), sigla de: Grande Arquiteto Do Universo. Sua tentativa, com isso, é abraçar a divindade de qualquer religião sem precisar fazer distinções. Aceita em sua comunidade adeptos de qualquer religião, pois defende o livre exercício de todas elas.
Sua prática envolve inúmeros ritos e símbolos, conforme o seguimento da "loja". Aliás, sua força reside na grande quantidade de símbolos, seja por figuras ou por determinadas palavras e movimentos de seus adeptos.



Símbolo da Maçonaria: Compasso e Esquadro com o G de GADU no centro.
Para que possa entrar na sociedade, o neófito (novato) passa por rituais secretos que envolvem toda sorte de juramentos, alguns bem contrários à moral e aos princípios cristãos (sem comentários sobre a MORAL e PRINCÍPIOS cristãos) - Comentário entre parênteses do autor do blog -. Em seguida, existem graus pelos quais o iniciado passa até chegar ao topo, que é o 33° Grau.

Uma Loja/Templo Maçom visto por fora.

A Maçonaria vê Jesus ( o "deus" dos cristãos) como mais um fundador de religião, ao lado de personalidades mitológicas, ocultistas e/ou religiosas, tais como: Orfeu, Hermes, Trimegisto, Krishna (o "deus" do hinduísmo), Maomé (profeta do islamismo), entre outros.  

Uma Loja/Templo Maçom visto por dentro  
Recentemente, tem rejeitado o título de sociedade secreta, dizendo ser, na verdade, uma "sociedade discreta", pois qualquer pessoa que se disponha a estudá-la terá acesso ao seu conteúdo. Considera-se uma instituição filosófica e filantrópica e não religiosa, ainda que venha funcionando como uma reunião ecumênica, que exerce, por meio da associação, enorme influência política e social sobre as nações.

Fonte: "Bíblia Apologética de Estudo" - Edição Ampliada - Página: 1390   

domingo, 17 de agosto de 2014

ΑΩ - Suplemento Arqueológico - Por G. Frederick Owen:

Deus tem conservado dois registros históricos de Seu relacionamento especial com o ser humano e de Suas revelações a este. A Bíblia, escrita originalmente em pergaminhos e chegada, em grandes dificuldades, às nossas mãos, é um deles. O outro registro é constituído pelas ruínas e os idiomas desconhecidos dos países de onde veio a Bíblia.


Pergaminho/Manuscrito Bíblico

O homem tem tido acesso ao primeiro desses registro, e tem conseguido lê-lo e modelar sua vida de acordo com ele. Entretanto, poucas pessoas do mundo ocidental têm podido visitar os países do Oriente, examinar o seu solo, observar os vestígios das ruínas de civilizações do passado, e fazer uma ideia do significado dos fragmentos descobertos em diferentes lugares e escritos em vários e estranhos idiomas

Os restos encontrados na superfície são poucos, se comparados à abundância do material desenterrado dos montes que cobrem as ruínas de cidades antigas. Parte desse material foi descoberto por acaso, mas a maioria tem vindo à luz do dia à medida que se desenvolvem as ferramentas e os métodos adequados a esse trabalho, e se decifram os idiomas desconhecidos, permitindo assim determinar a cronologia de cada objeto ou ruína encontrados. A arqueologia bíblica tem avançado gradativamente, graças ao trabalho árduo de pessoas de muitas nacionalidades e de diferentes profissões e ocupações: professores, linguistas, clérigos, militares, missionários, arquitetos, engenheiros, projetista, fotógrafos, e muitos outros profissionais de grande talento.

Para a decifração de sinais e escritos misteriosos eram necessários instrumentos linguísticos, que só uns poucos líderes descobriram e sabiam usar mediante grande esforço. Todavia, as chaves principais para esta tarefa surgiram com a descoberta da pedra de Rosetta e da inscrição de Behistun


Pedra de Rosetta
Inscrição de Behistun
Um dos engenheiros de Napoleão Bonaparte encontrou a pedra de Rosetta em Rosetta, Egito, próximo da desembocadura do braço ocidental do Nilo. Esta pedra era um pilar de granito negro, ovalado na parte superior, uma laje de 114 centímetros de altura, 71 de largura e 28 de espessura. Em sua superfície havia palavras escritas em três línguas faladas pelos antepassados do vale do Nilo. Uma era o grego, mas as outras duas eram desconhecidas. Embora muitos homens tenham se esforçado para ler estas duas línguas, isto só foi conseguido por um brilhante jovem francês, Jean Champollion, que dedicou sua vida a decifrar estes grandes mistérios. Seu irmão mais velho financiou seu trabalho durante vinte e três anos enquanto ele tentava decifrar o conceito da pedra. Finalmente, nos anos de 1800, Champollin publicou traduções completas da inscrição trilíngue, colocando lado a lado o demônio e o hieroglífico com o grego, e comprovou assim que a pedra de Rosetta estava escrita em três línguas, usadas pelos faraós, e com as quais os arqueólogos do futuro descobririam inumeráveis tesouros históricos e literários do vale do Nilo, desconhecidos até aquela data.

A inscrição de Behitun era uma inscrição de grande tamanho, medindo 7,6 por 15,24 metros. Estava situada em uma elevação de 106,68 metros, no princípio das montanhas Zagros, a sudoeste de Hamadan, Pérsia. Também apresentava palavras em três línguas, todas usadas pelos antigos, mas também desconhecidas pelos eruditos modernos. Henry C. Rawlinson, um militar inglês, sentindo-se desafiado a decifrar estas línguas tão estranhas, ainda que refinadas, realizou seu trabalho trepado em uma saliência de 36 a 46 centímetros, localizada mais abaixo, ou sentado em uma gaiola suspensa. 
Após quatro anos de perigoso trabalho conseguiu fazer uma cópia completa das inscrições. Dezoito anos mais tarde, ele havia decifrado completamente as três línguas: a persa cuneiforme antiga, a elamita (susancheio), e a cuneiforme babilônica. Com estas três chaves, Rawlinson e outros eruditos decifraram os preciosos segredos das civilizações desaparecidas da Assíria, Babilônia e Pérsia, nações cujos povos desempenharam papéis importantes no desenvolvimento dos grandes episódios da Bíblia.

O uso destas línguas na correspondência e no intercâmbio diplomático foi revelado em 1887, quando uma mulher beduína, em busca de terra fértil para o seu jardim, cavou no promontório de Tell el-Amarna, onde, na margem oriental do Nilo, jaziam as ruínas daquela que uma vez fora a bela cidade do sonho do faraó Akhenaton. A mulher encontrou tabuinhas de barro com inscrições, e as vendeu por cinquenta centavos do dólar norte-americano. O missionário Chauncy Murch teve notícias do achado e informou às autoridades egípcias. Após um minucioso exame, ficou comprovado que aquelas tabuinhas eram os registros diplomáticos oficiais do Ministério das Relações Exteriores Egípcio, durante os reinados de Amenhop III (1413-1276 a.C.) e de seu filho e sucessor, Amenhop IV (Akhenaton, 1375-1358 a.C.). Entre os registros havia comunicações oficiais dos monarcas da Babilônia, Mitani e de outros países asiáticos; porém, a maioria eram cartas escritas pelos governadores de várias cidades de distritos na Palestina, Fenícia e no sul da Síria (aproximadamente 150 delas eram da própria Palestina).


Estátua do Faraó Akhenaton 

As tabuinhas de Tell ell-Amarna têm sido muito importantes nas investigações bíblicas, tanto assim que muito as consideram as descobertas mais importantes já realizada no Egito. O próprio fato de a maior parte dessas tabuinhas estar escrita em cuneiforme babilônico, mesmo sendo provenientes de vários países, indica que o cuneiforme babilônico era o sistema de escrita entendido por quase todos os povos das terras bíblicas durante essa época, e talvez muito antes e depois dela. Os personagens bíblicos podiam conversar sem dificuldade com os vários povos, à medida que eles se deslocavam de um país para outro, conforme a Bíblia indica.
O interesse nas descobertas arqueológicas havia se intensificado no tempo em que as tabuinhas foram encontradas, e a partir daquela data várias convocações foram feitas para que mais investigações topográficas e mais escavações nos pequenos montes das cidades fossem realizadas. Houve uma resposta imediata da Inglaterra, Alemanha, França, Estados Unidos, e outros países.

Os governos, as universidades, os museus e pessoas influentes financiaram as expedições, e o trabalho prosseguiu sob a direção de homens e mulheres competentes, que descobriram como as ruínas das civilizações antigas concordavam com o que a Bíblia e outras fontes literárias antigas escreveram.
Hoje, após 200 anos de investigações topográficas e arqueológicas, pode-se dizer que o grande exército de eruditos tem recolhido os fios da vida primitiva escondidos milhares de montículos que ocultavam antigas cidades, e com eles teceu um painel que concorda quase perfeitamente com as vidas e os acontecimentos em torno dos personagens citados pela Bíblia.

A arqueologia tem trazido à luz dos nossos dias milhares de evidências "externas" que confirmam as narrações da Escritura.

Fonte: "Bíblia de Referência Thompson" - Frank C. Thompson - Páginas: 1503 e 1504.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ΑΩ - A Bandeira de Israel:

Em 1948 depois de quase dois mil anos de exílio, o Estado de Israel foi restabelecido como o Lar Nacional Judaico. A nova bandeira foi apresentada na ONU em 1949. A bandeira é símbolo do orgulho do retorno da Nação Judaica ao seu lar. Diante das nações do mundo, é a Bandeira que identifica uma determinada nação, por isso, ela é tão importante para cada país!!

Como a bandeira israelense foi escolhida?? David Wolffsohn, que participou do Primeiro Congresso Sionista, em 1897, conta a história do nascimento da bandeira israelense: "A convite de nosso líder, Teodor Herzl, vim para a Basiléia para os preparativos para o Congresso. Entre muitos outros problemas que me ocupavam, havia um que continha algo da essência do problema judaico. Que bandeira seria pendurada no Salão do Congresso??
Então tive uma ideia. Temos uma bandeira, e é azul e branca. O Talit (manto de orações), com o qual nos cobrimos quando oramos: este é o nosso símbolo. Vamos tirar o Talit de sua sacola e vamos desenrolá-lo perante os olhos de Israel e os de todas as nações. Então encomendei uma bandeira azul e branca com a Estrela de David pintada.
Foi assim que a Bandeira Nacional de Israel, que esteve no Salão do Congresso, surgiu."


Bandeira Nacional de Israel

Após lermos este relato, veremos quão importante é a bandeira de Israel, pois em primeiro lugar as faixas azuis acima e abaixo da Maguen David (Escudo/Estrela de David) faz com que os judeus lembrem o Talit. Quando os judeus olham para a bandeira de Israel, se lembram da fé e das orações de muitas gerações de judeus que esperaram o retorno ao seu lar.
Quantos judeus sonharam com o cumprimento da promessa de Deus em novamente restabelecer o Estado de Israel e oraram para que tal fato acontecesse. Porém, os que viram este milagre se regozijaram muito, pois, também fazem parte do povo que incessantemente buscou a Deus para que suas promessas fossem cumpridas e Israel novamente voltasse a existir!!  

A Estrela de David é um tradicional símbolo judaico. A Estrela é composta por dois triângulos, um com a ponta para cima e outro com a ponta para baixo. Um deles aponta para tudo que é espiritual e santo, o outro aponta para tudo que é terreno e secular. Ao levar uma vida de Torah (Instrução) e Mitzvot (Mandamentos), o judeu luta para unir o mundo espiritual ao terreno, o sagrado ao secular.

A tradição judaica conta que David, rei de Israel, enfeitava seu escudo e também de seus soldados - seus valentes - com a estrela de seis pontas, por isso a estrela é chamada Maguen David.
Observando a bandeira de Israel, notamos duas faixas no fundo branco e no meio a Estrela de David. As duas faixas indicam o trecho do Livro de Gênesis: 

"Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates" (Gênesis 15:18).

Entre as duas faixas (rios) está a Estrela de David (a terra de Israel), conforme a vontade de Deus.
Deus disse a Abraão que daria a terra conhecida como Canaã a Israel. Somente pode dar algo a alguém aquele que é dono. No Livros dos Salmos está escrito: 

"Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam" (Salmos 24:1).

Quando um judeu olha para as duas faixas da bandeira com a estrela ao centro, ele se lembra da promessa cumprida (por duas vezes) a Israel e de como Deus faz questão de reafirmar isso através da Bandeira!!
E ainda mais: as cores da bandeira têm um significado muito importante: 

1 - O azul fala sobre o céu, que é o lugar do Trono de Deus (Sua habitação). Azul representa a Majestade nas alturas.
Para Israel, isso quer dizer que tudo o que aconteceu no passado e tudo o que existe em Israel hoje, procede do céu.

2 - O branco significa duas coisas muito importante: Paz e Santidade
A santidade faz parte integrante do caráter de Deus e Ele exige que Seu povo seja assim como Ele é - Santo.


Paz entre judeus e árabes - "Que assim seja!!"

A paz é o maior desejo do povo de Israel em toda sua história. Desde seu nascimento e até os dias de hoje, Israel sempre se viu em guerras, conquistas, lutas e atos que procurassem estabelecer e também defender aquilo que já fora conquistado. Porém, em meio à todas as coisas, há uma promessa de Deus à nação: PAZ!!

Ao olhar para a Bandeira de Israel, o judeu deve se lembrar o que Deus já fez por Israel e também que, aquilo que falta ser cumprido, Ele não tardará a fazer!! Esta Bandeira é o sinal de Deus para o mundo dizendo: "O SENHOR reina: regozije-se a terra; alegrem-se as muitas ilhas" (Salmos 97:1).

sábado, 2 de agosto de 2014

ΑΩ - O Templo para Deus em Israel:



O Templo de Salomão foi construído no monte Moriá, situado em Jerusalém, Israel, no qual   estava centralizado o culto a Adonai, o Deus de Israel. O primeiro Templo foi construído por Salomão (por isso o nome "Templo de Salomão"), por volta do ano 959 a.C., e destruído pelos babilônios em 586 a.C. (2 Reis 25:8-17). O Templo propriamente dito media (aproximadamente) 27 metros de comprimento por 9 de largura e 13,5 de altura. Era dividido em duas partes: o Lugar Santíssimo (Santo dos Santos), que media 9 metros de comprimento, e o Lugar Santo, que media 18 metros.

Imagem do Templo "original" de Salomão - O Primeiro Templo
Encostados nas laterais e nos fundos do Templo havia três andares de salas destinadas a alojar os sacerdotes e servir como depósito de ofertas e objetos. Na frente havia um pórtico, onde se encontravam duas colunas de nome: Jaquim e Boaz:

"Depois, levantou as colunas no pórtico do Templo; tendo levantado a coluna direita, chamou-lhe Jaquim; e, tendo levantado a coluna esquerda, chamou-lhe Boaz" (1 Reis 7:21).

No Lugar Santíssimo, onde só o sumo-sacerdote entrava uma vez por ano, encontrava-se a Arca da Aliança, cuja tampa era chamada de Propiciatório.    


No Lugar Santo, onde só entravam os sacerdotes, encontravam-se: o Altar de Incenso, a mesa dos Pães da Propiciação e o Candelabro.

Do lado de fora havia um Altar de Sacrifícios e um grande Tanque de Bronze com água para a purificação dos sacerdotes. Em volta do altar estava o pátio (Átrio) dos sacerdotes (1 Reis 5__7).

O segundo Templo foi construído por Zorobabel. Teve início no ano de 538 a.C., e foi concluído por volta de 516 a.C. (Esdras 6).

Imagem do Templo "original" de Zorobabel - O Segundo Templo
Com o passar dos anos, o Templo sofreu bastante com o desgaste natural e com os ataques dos exércitos inimigos. Com isso, Herodes, para conquistar a confiança dos judeus, propôs restaurá-lo. O Templo foi ampliado e embelezado por Herodes, o Grande, a partir do ano 20 a.C. Jesus mesmo andou pelos pátios desse Templo (João 2:20). As obras só foram ter fim (concluídas) em 64 d.C.. Nesse Templo existia quatro pátios: o dos sacerdotes, o dos homens judeus, o das mulheres judias e o dos gentios.


Maquete do Templo de Herodes, o Grande
No ano 70 d.C., o Templo foi destruído pelo exército romano sob o comando do general Tito, e nunca mais foi reconstruído. No seu lugar está a Mesquita de Al Acsa. De acordo com a visão do profeta Ezequiel, o Templo (visto por Ezequiel), é diferente dos outros (Ezequiel 40__46).

  

Foto da Mesquita de Al Acsa.